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Visões do futuro: disrupção da sustentabilidade

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ithsm

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Fechando nosso especial sobre Visões do futuro — você pode ler as outras partes aqui —, hoje vamos abordar um tema que nas últimas décadas tem sido cada vez mais discutido e provocado inúmeras transformações no mercado: sustentabilidade.

Desde a década de 1990, a preocupação dos governos e do setor industrial em tomar medidas a favor do meio ambiente e bem-estar das próximas gerações deu início ao movimento sustentável. Atualmente, a sustentabilidade está presente na cultura de inúmeras empresas, agregando valor à marca e despertando a simpatia do público.

Segundo os indicadores de desenvolvimento sustentável do IBGE de 2015, entre 2004 e 2011 houve redução de 84,4% das emissões de gás carbônico (um dos principais responsáveis pelo efeito estufa) como consequência da queda do desflorestamento da Amazônia. De 2008 a 2013 caiu também o número de queimadas e incêndios por ano no Brasil.

Além disso, de acordo com um estudo realizado pela UniEthos, 69% das empresas brasileiras reconhecem que a inserção da sustentabilidade no planejamento estratégico da organização é uma necessidade, e as tecnologias exponenciais têm sido importantes nesse processo. A redução do uso de papel na maioria das empresas só foi possível graças ao uso de celulares, tablets e notebooks.

O futuro da sustentabilidade

É fato que todas as ações de sustentabilidade desenvolvidas até hoje com a intenção de garantir um mundo melhor nos próximos anos são essenciais e colhem resultados comprovados de melhorias em vários setores, ainda que em alguns casos, como no setor agrícola, a luta pela redução do uso de agrotóxico — que dobrou nos últimos anos — esteja longe de acabar.

Entretanto, é preciso analisar o futuro a partir de outra perspectiva: esse movimento não virá a causar certo desequilíbrio a ponto de serem necessárias novas medidas sustentáveis para combater as consequências da própria sustentabilidade? Polêmico, né?!
Dentre todas as questões que podem ser levantadas, ressaltamos três cenários:

Aumento do consumo de energia

A redução do uso de papel devido à ascensão da tecnologia mobile e ao emprego cada vez mais frequente das mídias digitais — afinal vivemos o momento mais digital e conectado da história — gera consumo de energia elétrica que só tende a aumentar mais anualmente. Tal situação nos faz refletir sobre se mesmo soluções como a energia renovável serão capazes de suprir toda essa demanda crescente, levando em consideração que outros dispositivos surgirão no mercado nos próximos anos.

Dessalinização de água em Israel

A tecnologia usada para a dessalinização (Saiba mais) de água em Israel é uma das inovações mais exportadas por esse país. Importadas por pelo menos 40 países, as usinas de dessalinização por osmose reversa tiraram Israel da seca e hoje são a principal fonte de água potável no país. Mas, apesar de seus benefícios, alguns ambientalistas apontam que esse processo não é nada ecológico e pode ter consequências drásticas para o meio ambiente no futuro. Um dos principais pontos é sobre o que fazer com o sal que é retirado da água. Afinal, ao ser devolvido para o mar, pode-se torná-lo ainda mais salgado e causar impacto negativo, tanto ambiental como econômico.

Substituição do plástico

A principal matéria-prima do plástico é o petróleo, que pode estar com os dias contados. Mas, além disso, o plástico é um dos elementos que mais poluem o meio ambiente, pois demora anos para se decompor. Graças a movimentos sustentáveis, a população tem se conscientizado cada vez mais com relação ao uso de garrafas plásticas, sacolas e até canudinhos — que já foram retirados de circulação por grandes empresas como Starbucks e McDonald’s. Entretanto, o que fazer com o plástico que integra a montagem de dispositivos como smartphones e notebook?

Todas essas ações em prol de um mundo mais sustentável são válidas e essenciais para a sociedade, mas talvez seja preciso começar a pensar já em quais serão as soluções para outros problemas que o presente gerará!

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