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O fim da estratégia tamanho único

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lbrito

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[vc_row][vc_column][vc_column_text]Na mitologia grega, Panaceia era a deusa da cura. Filha de Asclépio, deus da Medicina, o significado de seu nome é exatamente o que hoje entendemos como panaceia: remédio para tudo, ou pan (todo) e eakos (remédio). Apesar de muito tentadora, essa ideia é cada vez mais utópica. Ficou, há muito tempo, restrita à mitologia. E quando o assunto é estratégia de negócios, realmente não faz mais o menor sentido.

É o que acredita Martin Reeves, CEO do Strategy Institute, do Boston Consulting Group. O especialista garante, por sua vez, que a ideia de estratégia não está superada, como pensam alguns. O que não dá mais é para acreditar que uma estratégia pode servir para todas as empresas, curando todos os males.

“Estamos diante de uma pletora de abordagens e estruturas que têm por objetivo responder essa questão – da abordagem clássica de Michael Porter à inovadora de Kim e Mauborgne com sua Estratégia do Oceano Azul, e até a filosofia ‘construa e eles virão’ de Steve Jobs”, explica ele em sua página no LinkedIn.

Para Reeves, portanto, não há uma abordagem para todos, mas abordagens adequadas a contextos específicos. E hoje é mais importante do que nunca escolher a melhor, pois não só há uma variedade imensa de abordagens como os ambientes nos quais os executivos devem formular e executar a estratégia se tornam a cada dia mais diversos e complexos.

Reeves acredita que usar a abordagem correta compensa: as empresas que combinam com sucesso sua abordagem com o ambiente em que vivem obtêm resultados melhores do que as que não o fazem. E ao mesmo tempo evitam as frustrações comuns que derivam da falta de relevância e envolvimento percebidos em torno do processo de estratégia.

Segundo Reeves, a estratégia é a ferramenta que separa as empresas que ganham das que perdem. E cada tipo de ambiente exige a sua. Em um ambiente clássico, por exemplo, em que há uma marca consolidada, poucas mudanças tecnológicas e uma regulamentação forte, há previsibilidade e aí é possível desenvolver um planejamento tradicional.

Em um ambiente tecnológico, por sua vez, em que as mudanças são imprevisíveis, planejar é perda de tempo. É importante então adotar uma abordagem “biológica”, adaptativa, experimentando e testando o tempo todo.

Quando se trata de um ambiente em que a empresa é influenciadora do mercado, por inovar em seu modelo de negócio, a previsão e o consequente planejamento também não se aplicam. É o caso dos ecossistemas de TI, como a loja virtual Alibaba, por exemplo. Nesse caso, a abordagem precisa ser colaborativa.

Os empreendedores, por sua vez, criam algo que não existe. Precisam, então, desenvolver protótipos e então executá-los, para depois explorá-los.

Quem está em setores que estão se reinventando atuam em condições difíceis e, inicialmente, precisam desenvolver estratégias para simplesmente sobreviver. Só depois de transitarem para novos setores é que poderão escolher a estratégia mais adequada a esse novo ambiente.

Qualquer que seja o ambiente em que sua empresa esteja, a estratégia continua sendo fundamental. Basta, porém, encontrar uma abordagem sob medida.

Nota do editor: Martin Reeves é diretor mundial do Instituto Bruce Henderson do Boston Consulting Group (BCG), dedicado a gerar novas ideias em estratégia e gestão para a empresa. É também coautor do livro Your strategy needs a strategy, publicado em 2015 pela Harvard Business Press. Ele estará na HSM ExpoManagement, de 7 a 9 de novembro, em São Paulo. Para saber mais sobre o evento clique aqui.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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