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O “combustível” da felicidade

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Você sabe o que sempre pautou a minha vida pessoal ou profissional? A felicidade!

E como se expressa ou define a felicidade?

Claro… felicidade é o resultado de um somatório de fatores, mas posso afirmar que o dinheiro não é o primeiro deles. E aqui não há nada de demagogia!

Dinheiro é reconhecimento, e não estratégia. Dinheiro é resultado, e não meta ou objetivo!

Você deve ter exemplos que podem expressar o que busco transmitir. Eu não conheço ninguém que é feliz simplesmente por ter dinheiro. A felicidade se dá após uma sequencia de realizações pessoais e profissionais e que envolvem família, amigos, carreira, conquistas, erros e aprendizados, empresa, estudos, conhecimento, lazer, cultura… A felicidade se dá quando você encontra o seu melhor propósito de vida e, principalmente, pela intensidade que aquilo que você faz inspira, motiva e transforma pessoas.

Isso representa o sucesso! Reitero que o dinheiro vem como reconhecimento!

Aliás, estudos mostram que a felicidade e composta desta forma:

– 50% são Genéticos

– 10% são Circunstanciais

– 40% Aprendíveis

Ou seja, nascemos com 50% de felicidade, mas resta a cada um de nós encontrar e alcançar esse patamar máximo e não desperdiça-la, usufruindo-a abaixo do potencial máximo. Já os 10% Circunstancias são representados pelas boas notícias e conquistas: uma promoção, entrar na faculdade, troca de um bem, conhecer alguém… E os 40% Aprendíveis vêm com a vida: o nascimento de um filho envolve os 10% de Circunstanciais, o amor que criamos pela criança traz consigo mais os 40% Aprendíveis e ainda nos ajuda a explorar os nossos 50% que são Genéticos!

Mas não pense que pessoas felizes não têm problemas. Ao contrário! Esses tempos duros que vivemos nos trazem preocupações, receios, entre outros sentimentos equivalentes, mas não podemos deixar isso abater a forma como avaliamos a vida e as pessoas. Não podemos deixar que isso abale o nosso espírito da felicidade!

Escrevi este texto porque um fato me chamou atenção recentemente. Moro no bairro do Morumbi, em São Paulo. Como todos os outros, há vantagens e desvantagens, qualidades e defeitos, que não abalam a minha felicidade em morar no local.

Mas… entre as qualidades estão as padarias saborosas que se apresentam no bairro…

Pois, em uma delas, há uma profissional que se tornou quase que um “ponto turístico” do Morumbi. Claro, quando entramos numa padaria, buscamos a compra de algum produto específico: pães, frios, queijo, tomar café, doces… mas não há como negar que os nossos olhos estão prontos para cair nas “armadilhas” dos pecados da gula! Enquanto você vai até o setor de pães, em busca do pão francês quentinho, presencia os desfiles de salgadinhos, tortas, bolos, bebidas, cafés… Pois em uma dessas excelentes padarias do bairro, trabalha uma moça que marca presença pela criatividade. Ela comanda a área das guloseimas, uma mesa recheada de delícias feitas na hora e que dão água na boca.

Se não bastasse isso, a tal moça é uma vendedora de mãos cheias! A “estratégia” dela foi criada através do bordão: “BOLO, BOLO, BOLO, BOLO, BOLO…” – sempre dito com vida e alegria, com felicidade e em letras garrafais. E com toda a simpatia ela conversa com você, lhe chama de amigo – ou amiga, pergunta sobre você e sua família… e dá o cheque-mate ao oferecer a degustação de doces e salgados em porções interessantes. Nada de miséria!

Confesso que é difícil se livrar da tentação após ser abordado pela simpática vendedora “BOLO, BOLO, BOLO, BOLO, BOLO…”

Pois… recentemente fui a outra padaria, também de grande qualidade, e qual não foi a minha surpresa ao ouvir: “Boa tarde, amigo… Bolo, bolo, bolo, bolo, bolo… Experimenta essa torta de frango com catupiry!” 

Claro, fiquei feliz em revê-la, agora “vestindo outra camisa”, mesmo sabendo que cairia na “armadilha” dela e que sairia de lá com mais produtos do que pretendia comprar.

Mas… como biógrafo e naturalmente curioso, comecei a conversar com a moça e quis saber dos motivos da mudança de emprego. Sabe qual foi a resposta?

“Uma proposta irrecusável pelo dobro do salário anterior”.

Confesso que aquele rosto sempre sorridente e simpático estava um pouco mais abatido… Aquele “bolo, bolo, bolo, bolo, bolo…” não se mostrava tão altivo e espontâneo… Não saia em letras garrafais.

Assim, não resisti e perguntei: “Você está feliz com a troca de empresa”?

De forma surpreendente e com toda a sinceridade do mundo, ela disse:

“Infelizmente, não! Ganho o dobro, mas o meu mundo, os meus amigos estão lá na outra padaria! Apesar de ganhar muito bem, não estou feliz!

O que acontece com esta moça pode se replicar em milhões de pessoas, independentemente do cargo, salário ou situação profissional.

Claro, é preciso levar em consideração que a troca de emprego, cargo, amigos, ambiente, clima… tudo assusta! Mas quando a motivação da troca se dá simplesmente pelo dinheiro, e não pelo desafio da proposta profissional, é grande a chance de se perceber que, mesmo com mais dinheiro no bolso e poder aquisitivo, a chama da felicidade não está tão viva quanto antes. 

E, certamente, o que irá mantê-la acesa não é o dinheiro, mas a sua felicidade!

“BOLO, BOLO, BOLO, BOLO, BOLO…”

Elias Awad
Escritor, Biógrafo e Palestrante
[email protected]
www.youtube.com/eliasawad

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