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Humanismo, uma nova face nos negócios

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lbrito

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[vc_row][vc_column][vc_column_text]Impressoras 3D, equipamentos que enviam tuítes, realidade virtual, depósitos de dados que geram estatísticas e métricas financeiras e de vendas, redes sociais ubíquas, que permitem a qualquer pessoa interagir entre si e também julgar e condenar sua marca. A tecnologia está em toda parte e não se restringe mais ao desenvolvimento de produtos, à produção automatizada ou às redes de comunicação. Marketing, finanças e recursos humanos hoje também são áreas que dependem totalmente da tecnologia.

Por mais que as novas tecnologias sempre prometam resolver problemas e garantir mais tempo livre para as pessoas, além de ajudá-las na difícil tarefa de escolher produtos e serviços em meio a tantas opções, é fato que os indivíduos se sentem cada vez mais sobrecarregados.

E para melhorar a vida não só dos colaboradores como dos consumidores, conceitos de humanismo começam a ser resgatados pelos desenvolvedores de tecnologia e estrategistas de negócios.

De um lado, especialistas do Vale do Silício começam a criar produtos para tornar a vida das pessoas mais agradável e ajudá-las a desligar-se dos excessos da vida atual: cadeiras de massagem de altíssima tecnologia, passando por aplicativos de meditação e mindfulness, e até ambientes de realidade virtual. De outro, mais pensadores começam a resgatar valores que durante um bom tempo ficaram esquecidos na cultura empresarial.

Especialistas de Harvard, tanto da escola de negócios como de direito, trabalham a negociação como um ganha-ganha, e não mais como uma competição do tipo salve-se quem puder. Rodrigo Ferreira da Rocha, diretor de marketing do Grupo Amil, está lançando um livro em que revisita os 4 Ps (produto, preço, promoção e praça) de marketing desenvolvidos por Philip Kotler, acrescentando o conceito dos 4Es (Elegância, Eficiência, Eloquência e Êxito), a partir de uma perspectiva minimalista, que pretende tirar os excessos do marketing convencional. Os exemplos são muitos, e estão ligados a todas as áreas das empresas.

Uma coisa, porém, não elimina a outra. Antes, as mudanças de rota ocorriam depois que cada movimento estava devidamente instalado e deixava claro os problemas intrínsecos ou as insuficiências que trazia. Hoje, as reações são muito mais rápidas e convivem entre si, tentando promover um mínimo de equilíbrio em meio a tantos estímulos e demandas. A cada ação se segue uma reação, de forma cada vez mais rápida e sem que uma exclua a outra completamente.

A área de Ciências Humanas da University of California – Los Angeles (UCLA) vem lançando versões do seu Digital Humanities Manifesto, que procura aproximar as ciências humanas das novas tecnologias digitais e discute como uma área que sempre se baseou em documentos impressos se reinventa em termos de métodos de estudo a partir dos conteúdos disponíveis nas mídias digitais.

Da mesma forma, os techies do Vale do Silício e profissionais de negócios em geral estão recorrendo às artes e às ciências humanas para garantir que os avanços continuem ocorrendo.

Nota do Editor: Marketing emocional é o tema da palestra que Tim Leberecht, um dos principais colaboradores do blog da Harvard Business Review, apresentará na HSM Expo Management 2016, de 7 a 9 de novembro, no Expo Transamérica, em São Paulo. Para saber mais sobre o evento clique aqui.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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