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Big Data – Um grande problema ou uma grande oportunidade?

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lbrito

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[vc_row][vc_column][vc_column_text]Atualmente no mundo corporativo muito se ouve dizer que sua empresa não poderá sobreviver se não explorar a grande quantidade de dados que produz. Quem diz isso está certo, mas muitas empresas estão falhando na busca de extração de valor a partir dos seus dados, mesmo companhias com uma grande tradição em entregar grandes e complexos projetos.

O que está impedindo tantas empresas de explorar esse novo conceito? Em primeiro lugar, o conceito não é novo. O termo Big Data até pode ser recente (foi criado em 1997), mas o ato de usar dados para encontrar soluções não é novo. Por exemplo, John Graunt, um demógrafo inglês que viveu no século XVII, usou dados de mortalidade na cidade de Londres para alertar sobre o aparecimento e propagação da peste bubônica na cidade. Hoje em dia, dado o avanço tecnológico, contamos os dados em tera ou peta bytes, mas o problema permanece o mesmo. A seguir uma definição de Big Data para o mundo corporativo:

O ato de explorar os dados produzidos por uma companhia em busca de oportunidades para melhorar sua operação ou vendas.

Baseado nesta definição, o simples ato de um vendedor tomar nota dos desejos do seu cliente para satisfazê-lo numa próxima visita é, quando visto em grande escala, uma abordagem Big Data.

Claro que quando ouvimos o termo Big Data imediatamente pensamos num grande volume de dados, mas, se você está pensando primeiramente em quantos peta bytes precisará, me desculpe, mas você está no caminho errado. Não importa quanto de espaço você precisa e sim o que você fará com os dados. Começar pelo espaço é quase como planejar uma escalada de montanha pensando apenas na subida quando o real objetivo é ir e, principalmente, voltar com vida.

O que ocorre é que muitas empresas estão caindo nas armadilhas comerciais de fornecedores de tecnologia com mantras como: “você precisa de Hadoop”; você tem que adquirir uma plataforma de decisão em tempo real”; “sem modelos preditivos você não sobreviverá”. Eles normalmente não respondem uma simples pergunta: por que exatamente você precisa desta tecnologia? Tecnologia é muito importante, mas ela é apenas é um meio para atingir um objetivo. Se não houver um claro objetivo, as chances de desastre são altas, portanto, se você não souber o que fará com os dados, melhor nem investir para não se frustrar.

Agora, supondo que você já tenha uma clara estratégia e decidiu investir em Big Data, como avançar?

Em primeiro lugar, estabeleça seus objetivos e comece pequeno. Uma ideia é iniciar com um brainstorming imaginando que você tenha todos os dados da sua operação a sua disposição: o que você faria com eles? Há inúmeros exemplos: melhorar vendas; otimizar sua logística; prever sua demanda sazonal; tratar seu cliente de forma mais personalizada. Essa lista não deve ser exaustiva, você pode alterá-la no futuro. O objetivo aqui é guiar o time sobre o que é esperado dele.

Por que isso é importante? Muitas iniciativas falham porque os times não pensam no que farão com os dados, eles focam apenas em coletar mais e mais dados na esperança de que um dia eles possam ser úteis. Num belo dia quando a informação é necessária, ficamos como o rapaz da foto abaixo…


Neste exemplo ilustrativo, sabendo antecipadamente que a caixa detrás seria a primeira a ser usada, o rapaz poderia tê-la deixado na parte da frente do container. Isso é planejar. Mesmo que alguns fornecedores digam o contrário, a tecnologia não lhe permite ser desorganizado: você ainda precisa de um bom planejamento.

Agora você pode estar pessimista sobre Big Data, por isso trago de volta a questão título deste artigo: Big Data é um problema ou uma oportunidade?

Eu acredito que sempre que temos um desafio tão grande estamos diante de uma enorme oportunidade. Se estivéssemos defronte um problema simples, todos conseguiram ultrapassá-lo, portanto isso não geraria qualquer diferenciação a ninguém. Acredito que poucas empresas conseguirão ter sucesso com Big Data, mas os benefícios serão exponenciais para aquelas que chegarem lá. Quem sabe sua empresa não será uma delas?

João Paulo Batistella – IT Executive at Telefônica Vivo    

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