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Avaliação de empresas: muito além dos números

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lbrito

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[vc_row][vc_column][vc_column_text]Uma boa avaliação de empresas transcende as planilhas e relatórios. Para além dos números, é preciso conhecer as narrativas por trás da história da empresa e também as próprias ideias preconcebidas sobre o assunto de quem está envolvido na avaliação.

A área de finanças e valoração de empresas pode parecer árida e totalmente dependente dos números, mas quando Aswath Damodaran explica sua teoria tudo fica muito mais claro. Um dos maiores especialistas do mundo em finanças corporativas e valuation, o professor da Stern School of Business, da New York University, compara sua área de atuação com um “quebra-cabeças” – e se diverte em traduzir para o público das empresas os conceitos e insights que vem desenvolvendo em quase 30 anos de prática nessa área.

Para Damodaran, avaliar uma empresa e conhecer seu valor não depende apenas de números. Conhecê-los é importante mas, segundo o especialista, há uma narrativa por trás da venda de cada empresa. E é importante se interessar por ela. Ou seja: é preciso saber quem está vendendo, por que está vendendo, quem faz a análise e por que está fazendo.

Isso ocorre porque, assim como em outras áreas da vida, a complexidade envolvida não nos permite ter uma visão simplista da situação. É por isso que Damodaran começa suas apresentações explicando os três mitos da avaliação de empresas:

Mito 1: Avaliação é uma busca objetiva do valor “verdadeiro”.

Verdade 1.1: Todas as avaliações distorcem a realidade. A única dúvida é o grau e a direção dessa distorção.

Verdade 1.2: A direção e o grau de distorção são diretamente proporcionais a quem lhe paga, e o quanto você é pago, para avaliar.

Mito 2: Uma boa avaliação fornece uma estimativa precisa de valor.

Verdade 2.1: Não existem avaliações precisas.

Verdade 2.2: Os benefícios da avaliação são maiores quanto menos precisa for a avaliação.

Mito 3: Quanto mais quantitativo for um modelo, melhor a avaliação.

Verdade 3.1: Nosso entendimento de um modelo de avaliação é inversamente proporcional ao número de insumos exigido pelo modelo.

Verdade 3.2: Modelos mais simples de avaliação saem-se muito melhores do que modelos mais complexos.

Depois de desconstruir esses mitos, Damodaran também explica quais são os perfis dos interessados na aquisição e na avaliação de empresas. De forma bem humorada, ele compara os investidores a lemingues, aqueles pequenos roedores que têm por hábito suicidarem-se em bandos, despencando de rochedos. Dentro desses bandos, há os que estão nas primeiras fileiras, que provavelmente vêm correndo e não conseguem parar a tempo antes de cair no abismo. Talvez o mesmo valha para os da segunda ou terceira fileira, mas e quanto aos de trás? Segundo ele, provavelmente pensam: “Se eles estão na frente, devem saber de alguma coisa que não sei”.

Nesse sentido, explica, há quem pense que é mais esperto do que a média e que pode chegar até a beira do precipício, observar, e dar meia volta. Para isso, porém, é preciso ter sangue frio. “Não sou nem dos que estão liderando o bando nem dos que têm esse sangue frio. Sou mais um lemingue de colete salva-vidas. E o processo de valuation é exatamente o colete salva-vidas, pois torna as coisas mais lentas para que o racional possa entrar em ação”, conclui.

Nota do editor: Aswath Damodaran estará no Brasil para a Master Class HSM Valuation & Corporate Finance | 13 e 14 de junho, para saber mais sobre o evento clique aqui.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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