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A era do petróleo pode estar com os dias contados!

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lbrito

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Alguns estudos apontam que as reservas mundiais de petróleo não durarão muito mais que 30 anos. Ao pensar no fim dessas reservas, muitos tendem a se preocupar só com a produção de gasolina e em como isso afetará as economias que dependem tanto desse combustível.

Entretanto, se o petróleo um dia de fato acabar, uma das menores preocupações é com a gasolina. Isso porque já existem outros tipos de combustível — entre eles o biocombustível — capazes de substituí-la.

Além disso, a Europa está empenhada em fazer com que os transportes se tornem cada vez mais sustentáveis. É possível que até 2040 não existam mais veículos movidos à gasolina ou a diesel em alguns países do Velho Continente. Essa decisão foi tomada para solucionar problemas como o da poluição ambiental, que é uma das principais causas do aquecimento global.

Outro receio comum também é com relação à energia. O petróleo ainda é uma das principais fontes de energia do mundo, porém, graças ao boom de novas tecnologias e ao desenvolvimento cada vez mais forte de energias renováveis, essa realidade encaminha-se para mudar em breve.

No Brasil, há previsões animadoras: em 2019 a energia eólica poderá ser a segunda principal fonte energética no país; os investimentos nesse setor estão partindo até de empresas de petróleo.

Então, qual deve ser a principal preocupação? Com o plástico.

Olhe a seu redor e conte quantos objetos que você usa diariamente são feitos de plástico? Aposto que só de pensar, você já perdeu a conta. O petróleo é a matéria-prima dos plásticos, se um dia ele acabar, como dizem os pesquisadores, como fica tudo o que é fabricado com esse material?

Antes de pensar que produtos com plástico deixarão de existir, eles poderão ser produzidos pela reciclagem de plásticos e com o uso de matérias-primas renováveis.

“Cientistas estão trabalhando em técnicas de reciclagem, permitindo que cada vez mais plástico seja produzido sem o uso de matéria-prima virgem”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Merheg Cachum

Cana-de-açúcar, milho, óleo de girassol, soja e mamona já conseguem produzir um tipo especial de plástico, o biopolímero. Além de ser versátil, o biopolímero pode se transformar tanto em plásticos duros como em borracha, e sua decomposição acontece de maneira muito mais rápida que o plástico produzido do petróleo.

Enquanto plásticos fabricados a partir de petróleo levam em média 40 anos para se decompor no meio ambiente, os biopolímeros demoram no máximo três, o que torna essa opção ainda mais vantajosa ambientalmente. Segundo o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), cerca de 270 mil toneladas desse material já são fabricadas por ano e esse número só tende e aumentar.

É claro que esse montante ainda é pequeno perto da alta demanda por plástico, entretanto, talvez, antes que o petróleo de fato se torne escasso, já tenhamos aprendido a viver sem ele!

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